sábado, 20 de fevereiro de 2016

Juliam Bream

 Julian Bream (Londres, 15 de Julho de 1933) é um dos músicos mais influentes para o violão clássico, com mais de trinta gravações feitas ao longo da sua carreira. A importância do seu trabalho está ligada também ao surgimento da interpretação de música antiga historicamente informada: foi o um dos primeiros alaudístas do século vinte. Foi supostamente o primeiro a tocar, ao alaúde, uma suíte completa de Johann Sebastian Bach (1685-1750).
Em duo com o tenor Peter Pears, renovou o repertório para canto e violão, além de ressuscitar o repertório elizabetano de canções para voz alaúde. Uma das mais célebres obras escritas e dedicadas a ele é o Nocturnal after John Dowland op. 70, de Benjamin Britten.
Intervindo junto a compositores para a renovação e atualização do repertório, Julian Bream pode ser considerado um continuador da forma de trabalho de Andres Segóvia, com algumas importantes diferenças. Por exemplo, o repertório surgido sob a influência de Bream é de linguagem mais contemporânea do que as preferências neoclássicas dos compositores segovianos. Seus colaboradores incluem Walton, Britten, Hawshtorne, Reginald Smith-Brindle, Berkeley, Hans Werner Henze e muitos outros.








quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Andrés Segovia


  

Pouquíssimas vezes podemos afirmar em toda a história da música que somente uma
pessoa tenha impulsionado um instrumento até o ponto de resultar no desenvolvimento
decisivo do mesmo.

Segóvia, aliás, enobreceu o violão, um instrumento mal visto no mundo da música
séria e que quase não se cultivava dentro dele - estava mais limitado ao campo da
música popular e do flamengo, e confinado portanto em festas e tavernas -
convertendo-o em respeitável todas as partes, habitual e até imprescindível nos
conservatórios e escolas de música do mundo inteiro. E, não bastando, impulsionou
decisivamente a composição de peças pensadas expressamente para o violão, cuja
literatura era muito escassa: Castelnuovo-Tedesco, Falla, Hindemith, Ibert, Jolivet,
F. Martin, Milhaud, Moreno Torroba, Ponce, Rodrigo, Roussel, Tansman, Turina e
Villa-Lobos são alguns dos grandes compositores que escreveram, graças ao estimulo
de Segóvia, para o violão. Além disso, Segóvia transcreveu para o violão uma grande
quantidade de obras compostas originalmente para alaúde, cravo e inclusive para 
piano (páginas de Chopin, Mendelssohn, Brahms, Grieg, Granados, Albéniz, Acriabin,
Debussy, etc.).



Em pouco tempo, Segóvia desenvolveu uma técnica incomparável; aos 16 anos deu seu
primeiro recital em Granada, com tão grande êxito que pode apresentar-se
sucessivamente em outras cidades espanholas, culminando o ano de 1912 em Madrid, e
levando-o em 1916 a um giro pela América do Sul. Sua apresentação em Paris, em 1924, 
causou verdadeira sensação. Em 1927 gravou em Londres seus primeiros discos - o
primeiro violonista clássico que o fazia. Exatamente 50 anos depois gravaria em Madrid
os últimos. Cultivava o repertório, em boa parta esquecido, de seus predecessores
espanhóis, virtuosos do violão de celebridade efêmera, e acertou em absorver suas
técnicas, até então irreconciliáveis: Dionísio Aguado usava somente as unhas da mão
direita, enquanto que Fernando Sor e Francisco Tárrega a ponta dos dedos. Segóvia
compreendeu que, para obter toda a gama de sonoridades que o violão escondia, não
podia limitar-se a uma ou a outra, senão combina-las. Assim, a riqueza de seu som,
"de ferro e de veludo", como foi descrito, e com todos os graus e tonalidade de cor
entre um e outro, foi algo sem precedentes.

Para a plena realização deste alcance, também compreendeu Segóvia que seria preciso
trabalhar estreitamente com os mais competentes construtores de violão (como Ramirez
e Hauser), estimulando-lhes e aconselhando-lhes até conseguir violões capazes de uma
maior suavidade ao invés de uma voz rotunda. A partir da Segunda Guerra Mundial,
aprovou o uso, adotando ele mesmo, das cordas de nylon. Em seus inumeráveis recitais
ao longo de todos os continentes, Segóvia tocava não somente em salas reduzidas, mas
também em grandes auditórios, nos quais conseguia um clima de recolhimento e atenção
que foi batizado como "o silêncio Segóvia".

Em 3 de junho de 1987, Andrés Segóvia morria em Madrid depois de ter conseguido do 
mundo musical um reconhecimento tão alto e tão unanime como muito poucas vezes alguem tenha obtido.  De uma lucidez fora do comum até os seus últimos anos, Segovia continuou até o final ativo como concertista - sua última aparição publica foi em Miami, na primavera de 1978 (78 anos dando concertos) - e como pedagogo: as últimas aulas que ministrou foram em Nova York somente 3 meses antes de morrer. Quando, em uma ocasião, um amigo lhe perguntou porque não diminuia sua intensa atividade em uma idade tão avançada, respondeu: "Terei toda uma eternidade para descansar...".

 O inquestionável é que,graças a Segóvia, o violão é hoje um instrumento popular e
 respeitado em todo o mundo.

Resumo extraído do texto completo no site: Violão Mandrião


terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

O Violão

          Violão de corda de Nylon - (Guitarra Classica ou Guitarra Flamenca) é uma guitarra acústica concebida inicialmente para a interpretação de peças de música erudita. O corpo é oco e chato, em forma de oito, e feito de várias madeiras diferentes. O braço possui trastes que a tornam um instrumento temperado. As versões mais comuns possuem seis cordas de nylon, mas há violões com outras configurações, como por exemplo, o violão de sete cordas, caraterístico do choro.

          A sua configuração moderna e desenho foram confeccionados na Espanha. Presente hoje em quase todos os géneros musicais populares, sua abrangência só se compara à do piano. Ao longo do tempo este instrumento sofreu grandes evoluções e, hoje em dia, possui uma grande variedade de formatos e tamanhos, cada qual mais apropriado a um estilo de execução. Entre os géneros que mais utilizam a guitarra clássica estão a música erudita, o flamenco espanhol, o vals peruano, a cumbia colombiana, o joropo venezuelano, as rancheras mexicanas, a MPB, o fado português, a modinha, o choro, a bossa nova entre outros.

          Este instrumento originou um ramo da música clássica composta por obras escritas especialmente para tirar partido das possibilidades expressivas do violão, geralmente prelúdios, sonatas e concertos, embora qualquer forma de composição musical possa ser utilizada. O violão é tocado sem o uso de palhetas, utilizando-se as unhas (normalmente da mão direita). Ao contrário da música popular a execução mais frequente é de uma linha melódica tocada nas cordas agudas e linhas de baixo, escalas e arpejos são tocados simultaneamente à melodia principal.



          Na música popular as guitarras clássicas são utilizadas para acompanhamento do canto e a execução frequentemente é harmônica. Os acordes são montados com a mão esquerda e com os dedos da mão direita ou palhetas, são feitos diversos tipos de ritmos ou arpegios. Alguns géneros musicais permitem a utilização de linhas melódicas em introduções e solos. No Brasil, excepcionalmente, o violão desenvolveu uma tradição solista e peças do repertorio nacional são parte de programas de concerto no mundo inteiro. 

Fonte: wikipedia